A ligação do Marcelo com a tatuagem começou muito antes de ele pegar em uma máquina pela primeira vez. Quem introduziu, talvez nem de forma consciente, o tatuador nesse mundo foi o seu irmão, quando montou, por pura curiosidade, uma máquina de tatuar.

Estudante de artes, depois que ganhou seu primeiro kit de tattoo, ele não parou mais. Obra do acaso ou não, anos após já ter se tornado profissional, Marcelo voltou a usar uma máquina no estilo do que seu irmão criou muito tempo antes: um equipamento que funciona com um motor que “gira”, e não como os tradicionais, de “batida”.

Para chegar ao desenho ideal para cada um, ele busca saber o que o cliente gosta (uma foto de uma tattoo que o agrada, por exemplo) e aplica isso em linhas de pensamento que ele segue. No seu trabalho, destacam-se dot work, black work, geométricas, neo tribal e mandalas.

Todos os seus desenhos são autorais e ele vê seu trabalho além da técnica, mas como uma pessoa que ajuda no processo de transformação do tatuado em outra versão de si mesmo.

Marcelo se inspira em arte, nas experiências do dia a dia e no budismo. A intensidade dele com a tatuagem é o que leva ao aprimoramento e, sua meta, é replicar seu trabalho originalmente.

Tatuador desde o fim da década de 90, Marcelo faz um trabalho autoral. Acredita no poder de transformação do ritual da tatuagem, para que a pessoa seja uma nova versão de si mesma.